Pela primeira vez me sinto livre para voar.
Sempre em busca do que sinto,
Em busca de sentimentos perdidos e achados.
Pela primeira, segunda, terceira e sabe-se lá quantas vezes procuro meus sonhos,
Procuro saber quem sou, mesmo sabendo que a busca é constante e ilimitada.
Pela primeira vez me sinto diferente, diferente sem explicação passível de ser definida, delimitada ou desenhada, mas sinto que está diferente.
Você pode perguntar quem sou, o que penso, o que desejo, entretanto, nunca saberei responder. O nunca é forte, não é?
Me auto-definir é algo que vai além dos meus limites, mas não me importo com isso.
Basta saber que me sinto feliz e mais feliz por saber que você está neste processo complexo de conhecimento, sempre inacabado.
E conhecer o outro é o mais interessante de todos os aprendizados, já que o eis da questão não é simplesmente conhecer e sim compreender, ao menos, tornar possível a diferença.
Ando sonhando com idealizações impossíveis e alguns pensariam em utopia, mundo imaginário, irreal. Mas será utopia já que ando com os pés no chão? Incoerente...
Ando com os pés no chão.
Bem, escrever é sempre um ato difícil, visto que preciso ir além do real, é necessário um grande poder de imaginação. E neste caso, meus pés deixam de estar no chão e passam a sobrevoar pelo horizonte desconhecido.
Escrever vai além de pensar; a seleção de vocábulos é um processo lento e complicado. As palavras exercem força e refletem sentimentos. Pense neste ato tão incrível de usar a linguagem como processo de comunicação e como esta define nosso modo de ver o mundo.
E é simplesmente isso, saber que neste momento te vejo e te enxergo no que escrevo.
Com muito carinho,
Tati Ribeiro
Obrigada por estar fazendo parte da minha vida!

