quinta-feira, 29 de abril de 2010

Pela primeira vez me sinto livre para voar.
Sempre em busca do que sinto,
Em busca de sentimentos perdidos e achados.
Pela primeira, segunda, terceira e sabe-se lá quantas vezes procuro meus sonhos,
Procuro saber quem sou, mesmo sabendo que a busca é constante e ilimitada.
Pela primeira vez me sinto diferente, diferente sem explicação passível de ser definida, delimitada ou desenhada, mas sinto que está diferente.
Você pode perguntar quem sou, o que penso, o que desejo, entretanto, nunca saberei responder. O nunca é forte, não é?
Me auto-definir é algo que vai além dos meus limites, mas não me importo com isso.
Basta saber que me sinto feliz e mais feliz por saber que você está neste processo complexo de conhecimento, sempre inacabado.
E conhecer o outro é o mais interessante de todos os aprendizados, já que o eis da questão não é simplesmente conhecer e sim compreender, ao menos, tornar possível a diferença.
Ando sonhando com idealizações impossíveis e alguns pensariam em utopia, mundo imaginário, irreal.  Mas será utopia já que ando com os pés no chão? Incoerente...
Ando com os pés no chão.
Bem, escrever é sempre um ato difícil, visto que  preciso ir além do real, é necessário um grande poder de imaginação. E neste caso, meus pés deixam de estar no chão e passam a sobrevoar pelo horizonte desconhecido.
Escrever vai além de pensar; a seleção de vocábulos é um processo lento e complicado. As palavras exercem força e refletem sentimentos. Pense neste ato tão incrível de usar a linguagem como processo de comunicação e como esta define nosso modo de ver o mundo.
E é simplesmente isso, saber que neste momento te vejo e te enxergo no que escrevo.

Com muito carinho,
Tati Ribeiro
Obrigada por estar fazendo parte da minha vida!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Toda a angústia reflete minha aflição em frases inacabadas.
Escrever fragmentos nos remete a criar, deduzir um final, sei lá...
Por que escrevo na primeira pessoa? Não sei, realmente não sei, mas não é sempre, é?
Rabisco o que penso, os meus sonhos, as fantasias, tudo que almejo.
Sou apenas mais um ser que vai ao extremo dos limites.
Títulos são ilusões, por isso, raramente dou nomes.
Cada um tem um título na vida.
A única coisa que necessito é que me decifre.
Decifra-me com o mais puro do seu olhar.
Entenda-me profundamente.
Penetre em meus sentimentos.
Mergulhe ao extremo dos limites.
Intensamente encontrarás a resposta, a única.

Tati Ribeiro

A Solidão

Por Adriana Lisboa

“Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.” Clarice Lispector escreveu isso. Lendo essas palavras, o mais impressionante, porém, não é a idéia de que minha força possa estar na solidão, e sim que eu tenha me acostumado a procurar minha força em toda parte, exceto na solidão.
Saia de casa. Vá à festa. Ao bar. Ver gente, dizem. Não sendo possível, existem entorpecentes ao alcance da mão: a televisão solidária, o correio eletrônico em que smiley faces de óculos escuros pesam o mesmo que um parágrafo inteiro, 140 toques para contar como chove ou como vai a dor de cabeça. Um novo toque no celular com uma nova mensagem de texto. Amizades light nos sites de relacionamento.
E a solidão, aquele monstro, fica ali no canto de olhos meio vidrados, se esquecendo de rosnar, a baba imobilizada no canto da boca.
Mas e se minha força estiver na solidão e eu estiver, por pura tolice, confundindo heróis e vilões?
Afinal, eu também sou o escuro da noite. Eu também sou o que sobra em casa depois que todo mundo saiu e o que sobra na cidade depois que todo mundo foi dormir. Eu também sou isso, o silêncio que existe de dentro para fora, como algo que se alastra, que transforma até o ruído externo numa coisa sem sentido. Eu também sou eu apenas, eu só. E mais nada nem ninguém, mesmo na esquina mais movimentada da maior cidade do mundo. Também sou o último passageiro do ônibus e a voz que ninguém ouviu.
É preciso grande humildade para coabitar comigo, para não ter medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, e não camuflá-las com autoajuda. Mas só tenho como ser claro do dia sendo, também, o escuro da noite. Do contrário a minha vida é rasa e os meus sentimentos, pequenas pérolas falsas. Dito de outro modo: só tenho como acompanhar e me fazer acompanhar se descriminalizar em mim a solidão.

sábado, 3 de abril de 2010

Sonho com amores eternos,
Amores fraternos
Sonho com sonhos maiores que os meus
Maiores que os seus
Sonho em amar por um minuto
Minuto eterno
Sonho em tê-lo nos meus braços
Nos seus braços
Sonho simplesmente em te amar
Amar você.


Tati Ribeiro