domingo, 28 de novembro de 2010

"Não me deixe sozinha numa noite de domingo". Acho que já ouvi isso em algum lugar, mas agora não sei o porquê, só sei que soou levemente aos meus ouvidos.
Não me deixe se eu estiver triste, todos temos dias melancólicos.
Não me deixe se eu estiver me sentindo sozinha, sempre há dias para solidão.
"...Não sei fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda."
Não sei fazer do que vivi, do que aprendi e, por isso, não me deixe, não me abondone agora.
Penetre em meus sentimentos...entenda o que fui.
Faça coisas simples:
Simplesmente me ame;
Sutilmente me faça sorrir e
Subitamente me abrace.
Sempre, sempre me ame.
Nos transformemos no melhor que podemos ser.
Ajude-me a me transformar no melhor que posso ser.

T.R.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Descompasso

O relógio segue seu compasso, o único. Para mim, está no descompasso. Não perguntem o porquê. Só sei que cada batida sua me irrita mais, tira meu sono. Coitado, não é culpa dele, talvez, eu já esteja "irritada", "sensível". Será um descompasso da vida? Como descompasso se estou feliz? Ah, meus queridos, hoje,  lendo um livro, algo me chamou atenção...não podemos definir felicidade, isso é muito difícil. Porém, não significa que sejamos tristes, entedem?  Incoerente? Se estou feliz não estou triste? Se estou triste não estou feliz? Não sei...apenas podemos viver entre os extremos. Vamos de um polo a outro em questões de segundos...Basta ler um livro, ouvir uma música, pensar num amor, ligar a TV....basta não fazer nada! Seu pensamento faz por ti...deste não tem escapatória.....assim como o relógio é o medidor do tempo; o pensamento é o medidor da vida, nos acompanha em trajetória real, nos persegue, desatina, anima....neste compasso e descompasso, vivemos. E o relógio contiua me irritando....

T.R.

sábado, 6 de novembro de 2010

No meio de tantos trabalhos resolvi escrever um pouco, aliás, faz tempo que não faço isso. O que motivou foi um recado que acabei de receber. É estranho como a vida dá tantas e tantas voltas. Sinto muito por não conseguir que tudo seja completo e perceber que de fato a vida é feita de escolhas, entretanto, saber se foi o mais acertado....ah, espero nunca saber, visto que nunca sabendo significa que deu certo, que fui feliz em vida, sim! Enquanto vivo, pois renunciei, talvez, a minha eternidade.
Não pensem que é fácil e olha que vocês não precisam conhecer o contexto dessa história. Basta saber que quando escolhemos uma coisa, seja ela o que for, renunciamos outra.  Renunciamos por amor, por acreditar na felicidade que ele pode proporcionar.
Sabe de uma coisa? Sempre fui uma romântica nata, assumida e que acredita no amor verdadeiro e, mostrei o que sou por um único ato que não tem volta.  O que posso afirmar é que não quero perder minha personalidade, a essência do que sou.
Sentirei falta dos papos, de risos descontraídos, de choros por não saber o que fazer e, principalmente, por seus conselhos tão amorosos e francos. Acredito que você me enxergou como poucos e de fato previa o que estava prestes acontecer, associo isso a sua experiência de vida, também.
Talvez você nem saiba ou leia o que estou escrevendo é para ti, faz parte.  Sinto que o silêncio é uma enorme demonstração de carinho e ele diz muitas coisas. Nem sempre precisamos falar, procure sentir, perceber o que está implícito.  Não sei como será daqui para frente, daqui a alguns anos, não sei nem se estarei viva, embora pretenda estar.  Só afirmo uma coisa: Continuo te amando.
Obs: Esse texto não foi revisado e nem pretendo revisar. Foi escrito com os olhos em lágrimas, uma das características da minha escrita, sentido até o último momento...seja num momento de alegria ou tristeza.

T.R