Paro um pouco e penso: Como somos tão dependentes dos sentimentos, muitas vezes escravos literalmente. Amamos demais, sofremos demais, vivemos demais. Tudo é muito intenso. O tudo é tudo! Como controlar o excesso? Há controle? Prevenção? Se houvesse não sofreríamos, amaríamos e, acima de tudo, aprenderíamos. Sim, a vida é um aprendizado. Sei....frase clichê. Digam se não é verdade? Erramos querendo acertar, isso porque não somos capazes de prever o futuro, embora alguns acreditem nisso. Quando namoramos, por exemplo, idealizamos a pessoa perfeita ao nosso modo, pois queremos que seja como nós sonhamos. Aí vem o casamento e, pelo que percebo em alguns comentários, os problemas. É, você estará convivendo, dividindo, falhando, amando, brigando a maior parte do tempo. O que era eventual vira rotineiro. Vale ressaltar que para alguns há controle e, por isso, lidam muito bem, vamos dizer...com as "adversidades". Isso é ótimo! Queremos que o amor dure a vida inteira, casamos com esse objetivo. O amor precisa ser cultivado a cada dia com confiança, lealdade e respeito. Existindo tais coisas, os votos que fazemos será cumprido. É... aquele voto que declaramos diante do juiz. Enfim, o amor será lindo e verdadeiro. Infelizmente, acontece o oposto também. Alguns falham e simplesmente deixam de respeitar, confiar e ser leal ao outro. As desconfianças acontecem, as brigas são rotineiras e, por fim, perde-se todo o encantamento. É, o casamento acabou. Um dos lados parece sair bem, sem traumas, sem sentimento de culpa. Já o outro lado sente-se a pior pessoa do mundo e "joga" todas as responsabilidades do "fim" para si mesmo. Não foi este ou aquele que falhou. Para que se culpar de algo que acabou? Teria algum significado nisso? Mudaria alguma coisa?
Depois da separação e do momento de culpa percebe-se que não é o fim do mundo, a dor existe e permanecerá por um tempo. Cada qual o seu tempo! Conforme vai melhorando e cicatrizando as feridas começa a enxergar melhor as coisas, de forma mais racional. Surge algumas perguntas: Como passei tanto tempo ao lado de uma pessoa assim? Como me dediquei a ponto de esquecer amigos, família....entre outras coisas que também eram importante na minha vida? Sabe o que aconteceu? Esqueceram de si mesmos, de suas individualidades e passaram a viver a vida do outro. Foi perda de tempo? Acredito que não! Aprendemos a não repetir os mesmos erros e, segundo: tivemos momentos felizes. Então, por que só ver o lado ruim?
Bom, em nenhum momento estou dizendo que a dedicação ao outro não é importante, pelo contrário, o carinho, atenção, amor, compreensão,companheirismo, a vontade de estar juntos, entre tantas outras coisas são fundamentais, mas precisa ser equilibrado para não perder de vista o seu EU.
Mais uma coisa: não me refiro a todos os casais, mas aqueles que não terminam bem um relacionamento.
Enfim, o que sobra disso tudo? Aprendizado, a vontade de recomeçar, de amar, os sonhos a serem alcançados... Nada disso pode ser perdido por causa de alguém.
Quem fala não é uma especialista no assunto e nem pretende ser, mas uma pessoa que observa de pertinho em que o amor pode se transformar e em quanto pode ser doloroso. Mas esse sofrimento deve ser passageiro, já que a vida é o maior privilégio que temos e é um dever, uma obrigação aproveitá-la do melhor modo, cada um do seu jeito e todos em busca da felicidade. Nada de lamentar o passado e querer saber sobre esse passado. Como o nome muito bem diz passado é PASSADO.
Essa pessoa que fala acredita no amor para vida toda e que apenas a morte pode separar um casal que se ama, é o que sonhamos. Vivam o Eu, vivam o Nós com moderação!
Dedicado a uma grande amiga que seguirá e já está seguindo em frente com toda a essência do seu EU.