quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Medo.....entre outros medos.

Hoje, me peguei pensando na vida....simplesmente andando de ônibus, olhando para o nada, ou melhor, olhando para qualquer coisa que meus olhos avistassem.  Neste vai e vem de pensamentos há uma coisa que me preocupa, que me deixa com medo, a morte.  Lutamos tanto, nos esforçamos a conquistar coisas, a ter o melhor para  poder viver tranquilamente. Claro, isso é ótimo! Sonhamos, idealizamos e, muitas vezes, conquistamos.  Estabilizamos nossas vidas,  fazemos planos, casamos, somos felizes no amor, isso tudo é sensacional quando conquistado. Entretanto, existe um porém....tudo isso pode acabar de uma hora para outra. Todas as vezes que acesso o jornal,  que recorro as informações diárias me deparo com notícias de pessoas do bem que tiveram suas vidas interrompidas, seja por violência, doenças....ah, é tão triste saber que tudo que almejamos, a felicidade eterna, vive pó.....tenho medo da morte, tenho medo de perder pessoas que gostamos. Não me diga que é a ordem natural das coisas....me recuso a aceitar! Antes, tinha algo que me confortava....hoje, não sei mais. Enfim, sabendo que não há solução, pelo menos tentemos ser felizes ao máximo, amar e ser amada, sonhar e acreditar, lutar pelo que queremos.

Até mais.
Tati R.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Não somos o que somos....Somos o que queremos ser!

Todos nós somos preconceituosos, não é? Sempre escuto essa frase como auto-afirmação, uma justificativa pelos julgamentos alheios. É, somos e não deveríamos ser. Estamos sempre incomodados como os outros são, o que deveriam fazer, como deveriam ser. Mas já pararam para pensar em como nós deveríamos ser? Simples pensar no outro, não é? Somos humanos, e, portanto, imperfeitos. Só que uma coisa é reconhecer a nossas falhas e mudar e outra é apenas usar a nossa imperfeição como um método, sutilmente eficaz, para justificar nossa arrogância, nossa falta de amor ao próximo. Erramos, acertamos, sonhamos e, acima de tudo, amamos. Por isso me pergunto: Quando seremos seres que aceitam o outro? Quando não julgaremos pela cor da pele? Quando não julgaremos pela orientação sexual? Quando não desprezaremos os humanos por achar, erroneamente, que alguns são inferiores a nós? Quando respeitaremos as diferenças? Quando vamos passar por uma pessoa especial e não olhar com olhos de pena ou achando que são incapazes? Quando...? Quando....? São muitas perguntas sem respostas. Não estou dando uma "de a melhor ser do mundo" e me isentado, longe disso. Tenho meus preconceitos....todo mundo tem, não é? Aí está a questão....acredito fortemente que há Preconceitos e preconceitos. Na sua maioria, são fortes, causam estragos, magoam, machucam, causam a guerra, causam o desamor.  Também sou muita coisa que não é boa, mas procurando ser o melhor de mim.  Somos diferentes e, embora, muitas vezes, as escolhas alheias não nos agradem, e podem não nos agradar, já que temos esse direito, é fundamental, é importante respeitar o outro, tanto por meio de palavras como ações. Respeito é bom e todo mundo gosta. Não somos o que somos agora, pois sempre queremos ser algo melhor, vivendo em constante mudanças, conhecimento, reconhecimento e adaptação.  Acho que é isso!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Num belo dia acordei e pensei!


Um dia você se pergunta se tudo que fez na vida foi válido, não é? Estamos sempre refletindo sobre a vida, tomando decisões que nem sempre sabemos se foram acertadas ou não.  Quer ver como isso é verdade? O que está fazendo agora? É, agora mesmo!  Muitos estão dormindo, pois tiveram um dia e tanto de trabalho, chegaram exaustos; outros foram à escola e também estão cansados, até porque estudar cansa. Sim, deixo bem claro para os que pensam o contrário, estudar cansa e muito; cansa a mente, cansa o corpo, mas é um cansaço válido e saboroso, já que ninguém poderá arrancar o que aprendeu. É como dizem...podem tirar tudo, menos conhecimento adquirido. Este é seu e ninguém toma!
Enfim, cada um de nós estamos fazendo algo em algum momento, não importa o que seja, mas mesmo com a correria do dia a dia você vai parar, pensar e refletir,  mesmo que seja por minutos, sobre o que conquistou, sobre o que perdeu e sobre o que almeja.  Entende o que quero dizer? Sei que sou prolixa, mas deixa eu tentar explicar novamente. O que quero dizer é que pensar é fundamental para a nossa existência e por que não sonhar também? O que nos dá impulso “são as perguntas e não as respostas.” Lembram disso, não lembram? De um comercial.  Nem sempre sabemos os porquês e quem disse que precisamos saber? Se temos mente, logo somos capazes de raciocinar? Aliás, que privilégio! É isso gente.  Apesar de todos os problemas e frustrações somos felizes porque temos o maior presente: A vida! Sonhemos com o futuro e deixemos de lado o que nos faz mal, entristece e enfraquece. Pensem, sonhem e reflitam, pois isto todos nós podemos fazer de graça.  Que bom que isso ainda não é pago.  Viva a nossa capacidade intelectual. 

quinta-feira, 24 de março de 2011

Eu? Nós? Por que não as duas coisas?

Paro um pouco e penso: Como somos tão dependentes dos sentimentos, muitas vezes escravos literalmente. Amamos demais, sofremos demais, vivemos demais. Tudo é muito intenso. O tudo é tudo! Como controlar o excesso? Há controle? Prevenção? Se houvesse não sofreríamos, amaríamos e, acima de tudo, aprenderíamos. Sim, a vida é um aprendizado. Sei....frase clichê. Digam se não é verdade? Erramos querendo acertar, isso porque não somos capazes de prever o futuro, embora alguns acreditem nisso. Quando namoramos, por exemplo, idealizamos a pessoa perfeita ao nosso modo, pois queremos que seja como nós sonhamos. Aí  vem o casamento e, pelo que percebo em alguns comentários, os problemas. É, você estará convivendo, dividindo, falhando, amando, brigando a maior parte do tempo. O que era eventual vira rotineiro. Vale ressaltar que para alguns há controle e, por isso, lidam muito bem, vamos dizer...com as "adversidades". Isso é ótimo! Queremos que o amor dure a vida inteira, casamos com esse objetivo. O amor precisa ser cultivado a cada dia com confiança, lealdade e respeito. Existindo tais coisas, os votos que fazemos será cumprido. É... aquele voto que declaramos diante do juiz.  Enfim, o amor será lindo e verdadeiro. Infelizmente, acontece o oposto também. Alguns falham e simplesmente deixam de respeitar, confiar e ser leal ao outro. As desconfianças acontecem, as brigas são rotineiras e, por fim, perde-se todo o encantamento. É, o casamento acabou. Um dos lados parece sair bem, sem traumas, sem sentimento de culpa. Já o outro lado sente-se a pior pessoa do mundo e "joga" todas as responsabilidades do "fim" para si mesmo. Não foi este ou aquele que falhou. Para que se culpar de algo que acabou? Teria algum significado nisso? Mudaria alguma coisa? 
Depois da separação e do momento de culpa percebe-se que não é o fim do mundo, a dor existe e permanecerá por um tempo. Cada qual o seu tempo! Conforme vai melhorando e cicatrizando as feridas começa a enxergar melhor as coisas, de forma mais racional. Surge algumas perguntas: Como passei tanto tempo ao lado de uma pessoa assim? Como me dediquei a ponto de esquecer amigos, família....entre outras coisas que também eram importante na minha vida? Sabe o que aconteceu? Esqueceram de si mesmos, de suas individualidades e passaram a viver a vida do outro. Foi perda de tempo? Acredito que não! Aprendemos a não repetir os mesmos erros e, segundo: tivemos momentos felizes. Então, por que só ver o lado ruim? 
Bom, em nenhum momento estou dizendo que a dedicação ao outro não é importante, pelo contrário, o carinho, atenção, amor, compreensão,companheirismo, a vontade de estar juntos, entre tantas outras coisas são fundamentais, mas precisa ser equilibrado para não perder de vista o seu EU. 
Mais uma coisa: não me refiro a todos os casais, mas aqueles que não terminam bem um relacionamento. 
Enfim, o que sobra disso tudo? Aprendizado, a vontade de recomeçar, de amar, os sonhos a serem alcançados... Nada disso pode ser perdido por causa de alguém. 
Quem fala não é uma especialista no assunto e nem pretende ser, mas uma pessoa que observa de pertinho em que o amor pode se transformar e em quanto pode ser doloroso. Mas esse sofrimento deve ser passageiro, já que a vida é o maior privilégio que temos e é um dever, uma obrigação aproveitá-la do melhor modo, cada um do seu jeito e todos em busca da felicidade. Nada de lamentar o passado e querer saber sobre esse passado. Como o nome muito bem diz passado é PASSADO. 
Essa pessoa que fala acredita no amor para vida toda e que apenas a morte pode separar um casal que se ama, é o que sonhamos. Vivam o Eu, vivam o Nós com moderação!

Dedicado a uma grande amiga que seguirá e já está seguindo em frente com toda a essência do seu EU. 


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Em algum momento....entenderei

Faz uns dias e escrevi sobre o lugar que ocupamos no mundo, nada demais. Acredito que seja uma forma de explodir minhas inquietutes, nunca fui de falar e, por isso, a escrita é o meu refúgio. Também, faz uns dias e me perguntaram algo, essas perguntas que não sabemos responder, mas nos faz pensar e que me fez escrever o que vem a seguir.
Procuro o meu lugar no mundo porque no fundo nada faz sentido. Essa falta de sentido me da forças para continuar e existir num mundo que não entendo.
Esse não entender fingindo que entende me desorienta, enfraquece, desatina e transforma minha alegria em tristeza. É, uma mudança repentina no humor e pior que ninguém entende o porquê ou acham melhor não entender.  O entendimento das coisas estão na nossa mente, no nosso coração e no amor que temos pelos outros. Ah, esqueci que tais sentimentos não existem mais em muitos. Me pergunto constantemente se isso não é hipocrisia, até porque é de fato uma falta de entendimento, conhecimento ou de fato só queremos compreender e entender o que faz bem, aquilo que é bom para o ego, para o nosso desejo?
Poderia estar escrevendo neste momento outras coisas, quem sabe uma monografia, dissertação, ou pensando em ir dormir porque preciso acordar cedo, embora não tão cedo quanto a maioria dos trabalhadores. Entretanto, continuo escrevendo sobre a hipocrisia do mundo e aliás, não é a primeira vez que escrevo sobre. Tenho certeza que tenho papéis perdidos falando sobre o mesmo assunto. Bom, voltemos ao assunto.  Quando falo sobre a hipocrisia do mundo quem disse que não me incluo? Vivo neste mundo, não é? Ainda tenho dúvidas, mas vivo.
Infelizmente, vivo num mundo que não aceita o que é diferente e isso é assustador, pois somos diferentes, porém ainda assim sempre somos "pegos" seguindo a moda, gostando de determinado estilo, ouvindo certo tipo de música, enfim: seguindo o manual do bem viver. Ah, meus queridos somos todos tão iguais e tão differentes e isso eu não entendo.  O tempo todo copiamos e somos copiados.
É neste mundo tão complexo que vivemos e mesmo não entendendo o comportamenteo humano almejamos a tão sonhada felicidade, seja ela do jeitinho que for, como for. E assim sigo como muitos procurando o meu lugar no mundo, assim como vocês.
Será que precisamos de mais alguma coisa? Isso já nos custa uma vida e assim vamos vivendo, sonhando e amando neste mundo insano e cruel. Ainda assim, lindo! Hummm, qual era mesmo a pergunta?

A repetição da palvra entender foi proposital. 

T.R.