Vivo sonhando e esquecendo
Esquecendo e lembrando
Lembrando do que vivi.
Hoje, vivo do meu presente
Vivo de palavras que escutei.
Sonho com o mais lindo que quero escutar.
Idealizo palavras ternas
Imagens doces
Quero escutar a melodia mais suave.
E sempre sentir a batida do meu coração.
Tati R.
domingo, 20 de junho de 2010
"...Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. "
"...Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda..."
"...E é porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele...
Trechos do livro Felicidade Clandestina, Clarice Lispector.
"...Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda..."
"...E é porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele...
Trechos do livro Felicidade Clandestina, Clarice Lispector.
domingo, 6 de junho de 2010
Quando nos deitamos pensamos que no dia seguinte tudo vai melhorar. O mundo é ruim, as pessoas são boas, o contrário também é válido. Na realidade não sei o sentido de bom e ruim. Viver numa sociedade é difícil, ou melhor: viver no sentido de viver plenamente é complicado. Amamos, sofremos, rimos, choramos....misturamos todos os sentimentos e vamos vivendo.
O que é felicidade? Como fazer o outro feliz? O pior que não há fórmulas. Vamos descobrindo, redescobrindo, aprendendo e errando. Mas nada é garantia de nada. Talvez a não garantia seja o assustador, o monstro de nosssas mentes e capacidades intelectuais...é o que nos trava, desnorteia.
Uma escolha, uma decisão muda todo o rumo, a trajetória.
O futuro e o presente andam de mãos dada como a realidade. Tem uma música que lembra muito o que estou tentando transmitir: ...." Que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre, sempre acaba...Mas nada vai conseguir mudar o que ficou, quando penso em alguém só penso em você...E aí, então, estamos bem..." Mesmo não tendo garantia, a nossa tendência é pensar no eterno das coisas, do futuro, do presente e do que fazermos para conquistar tais objetivos.
Rio, 6 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Memorias (fragmento)
"Soy un simple espectador de la vida, que no intenta explicarla. No afirmo ni niego. Hace mucho que huyo de juzgar a los hombres, y, a cada hora que pasa, la vida me parece o muy complicada y misteriosa o muy simple y profunda. No aprendo a morir, desaprendo a morir. No sé nada, no sé nada, y no saldré de este mundo con la convicción de que no es la razón ni la verdad las que nos guían: solamente la pasión y la utopía nos llevan a conclusiones definitivas. El papel de los locos es el más importante en este desconsolado planeta, aunque los demás intenten corregislos y canalizarlos… Por eso comprendo que es tan difícil aseverar la precisión en un hecho cómo juzgar a un hombre con justicia. Todos los días cambiamos de opinión. Todos los días somos empujados a kilometros de distancia por cualquier cosa delirante, que nos lleva a lugares desconocidos. Siempre sucede que, pasados unos meses desde lo escrito, me llega la duda y el vacío. Siento que ya no me pertenece. Es por ésta razón que no condeno ni explico nada, y huyo antes de descender a mi interior, para que no reconozcan con asombro que soy irracional – de esa forma no discrimino lo que creo y lo que no, y compruebo lo que me pertenece y lo que pertenece a los muertos."
(Raul Brandao)
Assinar:
Comentários (Atom)


