quinta-feira, 29 de julho de 2010

São exatamente 01h47min da manhã e estou acordada, o que não é uma novidade.  Minha mente vaga sobre o nada. É curioso como a vida é complexa e o mais estranho é que nós mesmos complicamos as coisas, já diz um amigo.  Todos os dias somos rodeados por pessoas de todas as idades, pensamentos e atitudes.  Como lidamos com isso? Somos bombardeados com o não preconceito, com a liberdade de expressão do outro, em respeitar o que não é comum para um, mas pode ser para o outro. Porém, na prática, isso não é fácil.  Será que tudo não é um simples discurso? Não ser como o outro quer que sejamos trás conseqüências, dolorosas ou não.  Estamos sempre esperando que as pessoas sejam como nós idealizamos e me incluo nisso, visto que ninguém está livre das ideologias impostas por nós a cada dia. Lidar com a diferença choca.  O que é ser diferente? O que é ser igual? Quando fugimos do padrão imposto pela sociedade, somos excluídos?  Se, então, decidimos ser igual ao que nos é imposto para ser aceito será que não estou deixando de ser eu, você de ser você para ser o outro? Não me isento do que escrevo, pois assim como muitos, tenho preconceitos, não me eximo de tal culpa.  Mas nosso objetivo é procurar o que há de melhor nos outros e em nós. Tenho certeza que também pensam assim.  É necessário que os defeitos prevaleçam sobre as qualidades? Claro que não me refiro às crueldades, pois estas são mais que defeitos; basta ligar a TV, ler o jornal etc., etc. e perceber as atrocidades existentes no mundo.  Nosso intuito é perceber qualidades que prevalecem, é entender que todos, com qualidades e defeitos possuem sentimentos que ultrapassam qualquer mal entendido, desentendimentos. É... já são 02h:04min, acredito que seja hora de dormir. Assim, a vida continua, aprendendo e errando vamos acertando o alvo, ou ao menos, tentando ser feliz da melhor forma possível. Por hoje, somente por hoje, paro por aqui.  Ah, antes de parar, li algo que merece destaque: “(...) é preciso saber olhar com os olhos, enxergar com a alma e apreciar com o coração.” Não sei quem escreveu.  É isso, simplesmente isso.  Simplesmente por enquanto vou parar de escrever, digo por enquanto visto que nossos pensamentos nunca se esgotam, nossos desejos e expressões não têm fim. Nunca serei capaz de traduzir todas as sensações. Tudo é inacabado. Tudo é um novo começo.

T.R.