sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Diálogo comum 
O que é felicidade? Ou melhor, o que ela significa? Bom, se consultarmos o Aurélio teremos as seguintes definições: Qualidade ou estado de feliz; contentamento. Ajudou? Não? Ah, então tem mais. A felicidade pode ser associada à bom êxito, sucesso.
Talvez você esteja perguntando o porquê desse tema. Ontem, 11/02/2010, estava conversando com um amigo sobre a tal felicidade. E isso me fez pensar: O que nos traz contentamento? O que nos completa? Por que a buscamos com tanta vivicidade?
Eu e você poderíamos seguir a definição do "pai dos burros", conforme é popularmente conhecido. Mas tem um único detalhe: Ele não nos dá receitas, regras e, justamente por isso vivemos à sua procura.
Ah, não sei se a vida seria tão cheia de graça, de alegria e frustrações se esta nos fosse "dada" de uma maneira tão fácil. Então, chegamos à conclusão que ela não nasce conosco, é uma conquista diária.
Agora o clímax da conversa: O que nos deixa realmente feliz? Ou se achar mais agradável um outro termo, pode ser...realizada. Isso, o que nos realiza? Neste diálogo citamos algumas: realização acadêmica, um bom trabalho, amigos, família e por que não um amor? Me refiro ao amor romântico. Será que posso me realizar com um único elemento desta pequena "lista"? Não posso responder, mas percebo claramente que um é complemento do outro. Entretanto, quando conquistamos apenas um ficamos felizes, mas logo em seguida estamos em busca de mais. Por que essa necessidade? Porque sinto que falta algo. Esse algo é a grande motivação do meu ser.
Viu como nosso pequeno diálogo comum rendeu? Talvez fosse o momento da tensão, do disfarce de bem-estar, da minha fraqueza diante do que me estremece. Esse tal estremecimento, ou melhor: estremecimentos, talvez, seja o próximo tema. Mas no final valeu a pena, não valeu? Você chorou no filme.

Tati Ribeiro

Um comentário:

  1. Querida, depois de reler pela enésima vez seu texto, creio que podemos colocar felicidade também como uma aceitação de fatos da vida.
    Creio que quando enxergamos certas coisas com clareza e vemos que ela não fará parte da nossa vida, nem agora e nem nunca, podemos ter, no primeiro momento, um surto de raiva e tristeza, mas, vendo a longo prazo, deixamos de sofrer pois a energia gasta buscando aquilo, que supostamente, nos faria mais feliz, pode ser usada em outras coisas muito mais produtivas.
    A felicidade tem que vim de dentro da gente e não de fora, como algo que vai nos completar, pois se estamos incompletos nesse instante, significa então que aquilo que vai nos "completar" e nos deixar "feliz", é apenas um paleativo, uma ilusão de felicidade e não a felicidade verdadeira... se é que ela existe.
    E sim, chorei no filme, mas nada me preparou para a experiência

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